Amor de um poeta
o poeta de um lirismo absurdo se envenena
O Amor alucina o responsável
pelo verso
Cria ilusão,gera ciúme, e só acena
ebrio por um tom inverso
canta uma serenata ao luar
serenata doce e inútil
a mulher que ali devia estar
o considera um homem fútil
esse amor que o matava a cada dia
o homem louco a sofrer
decidiu numa madrugada fria
ao suicídio recorrer
a vida foi breve,pequena
a quem dirá que morrer por amor
seja a morte plena
assim o poeta morre sem dor
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