sábado, 20 de outubro de 2012


Amor  de um poeta

o poeta de um lirismo absurdo se envenena
O Amor alucina o  responsável  pelo  verso
Cria ilusão,gera ciúme, e só  acena
ebrio  por um tom  inverso 

canta uma serenata ao luar
serenata doce e inútil
a mulher que ali devia estar
o considera um homem fútil

esse amor que o matava a cada dia
o homem louco a sofrer
decidiu numa madrugada fria
ao suicídio recorrer

a vida foi breve,pequena
a quem dirá que morrer por amor
seja a morte plena
assim o poeta morre sem dor

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